Estudo de caso · 2026

Redesign do site de uma plataforma de e-commerce B2B

O site precisava explicar uma plataforma complexa para indústrias e distribuidores, e no celular ele falhava justamente onde o visitante decide se continua lendo. Refiz a home e as páginas de produto do zero, com cada bloco auditado no mobile antes de ir ao ar.

Meu papel
Product Designer, do conceito à publicação
Escopo
Home, páginas de produto, header e footer
Entregas
UI, design system, HTML/CSS, medição
Período
jul a set 2026
Resultado

O que mudou na página de produto B2B

488 ms

para carregar o conteúdo principal (LCP), contra 1.252 ms da página anterior. Medido em laboratório.

14 → 0

áreas de toque menores que 44 px no celular, de 360 a 900 px de largura.

−21%

de altura no celular: 16.093 px contra 20.346 px, com o mesmo conteúdo.

01 · Contexto

O problema

A plataforma atende indústrias que vendem para distribuidores e consumidores ao mesmo tempo. É um produto com muitas peças (portal B2B, marketplace, integração com ERP), e o site antigo tentava explicar tudo em blocos de texto longos, que no celular viravam uma rolagem sem fim.

Quem chega ao site é decisor de indústria: tem pouco tempo e precisa entender em poucos segundos se a plataforma resolve o problema dele.

[a confirmar: algum dado de antes, como taxa de rejeição, tempo na página ou reclamação do time comercial]

02 · Abordagem

Mostrar o produto em vez de descrevê-lo

Troquei parágrafos por cenas. Cada funcionalidade virou uma reprodução da interface real ou um diagrama isométrico que mostra o fluxo: onde o pedido nasce, por onde passa e onde termina.

  • Uma câmera só. Todos os diagramas usam a mesma projeção isométrica, então o visitante aprende a ler o primeiro e lê o resto sem esforço.
  • Composição presa ao texto, não à tela. O hero é travado à largura do bloco de texto. Assim a cena não se desmonta em monitores largos nem em telas estreitas.
  • Design system antes das páginas. Tokens de cor, tipografia, grid de 8 px e escalas de radius e elevação foram definidos primeiro. Cada página nova sai do mesmo sistema.
[imagem: hero isométrico no desktop, ao lado da versão mobile]
03 · Processo

Auditoria mobile bloco a bloco

Depois da revisão no desktop, cada bloco passou por uma segunda auditoria só de celular, com critérios que uma revisão de desktop não pega:

  • Adaptar não é empilhar. Quando o desktop usa colunas lado a lado para mostrar estrutura, empilhar no celular apaga essa estrutura. Esses blocos foram redesenhados para o mobile.
  • Toque. Todo botão e link com pelo menos 44 × 44 px, também no tablet, porque o dedo tem o mesmo tamanho.
  • Piso de tipo. As reproduções de interface tinham textos de 7 a 9 px. Defini 10 px como mínimo para rótulo e 11 px para o que carrega informação, como valor, nome e status. Os textos ilegíveis caíram de 103 para 7.
  • Texto com versão curta. Parágrafos que ocupavam quatro linhas no celular ganharam uma versão mobile própria, sem cortar a ideia.
[imagem: antes e depois de um bloco no celular]
04 · Performance

Design que carrega rápido

Cena animada e página rápida costumam brigar. Para não sacrificar uma pela outra, medi a página nova contra a antiga no mesmo ambiente (Chrome headless, 1440 × 900) antes de publicar. O conteúdo principal passou a aparecer em 488 ms, contra 1.252 ms, cerca de 2,5 vezes mais rápido.

Minha experiência com SEO pesou aqui: velocidade de carregamento é critério de ranqueamento, então o redesign melhorou também a forma como a página é encontrada.

05 · Aprendizados

O que levo para os próximos projetos

O processo de auditoria virou um padrão documentado, aplicado nas páginas seguintes do site. O maior aprendizado: medir cedo. Cada decisão de layout foi validada com número (área de toque, tamanho de fonte, altura, LCP), e isso tirou a discussão do campo do gosto.